A autoavaliação representa um trabalho diário e não apenas ocasional. Embora podendo ter um período específico no calendário da Instituição de Ensino Superior (IES), deve ser feita como uma tarefa contínua de observação e registro. É recomendável que os resultados da autoavaliação sirvam como subsídio para a tomada de decisão e elaboração do planejamento estratégico institucional. Em seu desenho, proposto pelo sistema de avaliação do MEC, a autoavaliação divide-se em duas modalidades, transcritas do próprio site do INEP:
Autoavaliação - Coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de
cada instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro de
autoavaliação institucional da CONAES.
Avaliação externa -
Realizadas por comissões designadas pelo INEP, a avaliação externa tem como
referência os padrões de qualidade para educação superior expressos nos
instrumentos de avaliação e nos relatórios das autoavaliações. O processo de
avaliação externa independe de sua abordagem e se orienta por uma visão
multidimensional que busque integrar suas naturezas formativas e de regulação
numa perspectiva de globalidade.
A primeira das modalidades definidas pelo sistema de avaliação do MEC é também conhecida como um diagnóstico interno sobre as condições de ensino e oferta de cursos. É um olhar sobre si mesmo, com a finalidade de conhecer as próprias fragilidades, bem como os pontos fortes da organização atuante em uma determinada região.
O autoexame de uma IES compreende uma análise mais minuciosa do funcionamento institucional, considerando as diferentes dimensões presentes nos isntrumentos de avaliação do MEC. Cabe dizer aqui, que essa tarefa não é das mais fáceis (bem sabem os executores dos planos de trabalho). Nem sempre os dados necessários estão disponíveis e a missão de organizá-los e tratá-los pode ser bastante trabalhosa.
No entanto, o trabalho de autoavaliar-se, deve ser conduzido contando sempre com critérios claros e bem estabelecidos, e da maneira mais imparcial possível, para não gerar mal estar e animosidades. Não é produtivo usar os resultados insatisfatórios da avaliação para punir alguém ou encontrar "culpados". O objetivo da autoavaliação é conhecer a instituição para melhorá-la onde for necessário.
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